siamo in cottura

29.9.06

Ainda a Biennale

Para quem não pode estar presente, ou para quem acabou a bateria da máquina fotográfica no início da exposição, aqui ficam as fotografias de gente mais prevenida.

Per chi non può esserci, o per chi ha finito la batteria della machina fotografica al inizio della mostra, lascio qui le foto di gente più prevenuta.

27.9.06

Encontrei-a, porque me perdi

flor sem nome

No domingo, caminhámos com outros entre bosques e campos das colinas de Isola. Mas as indicações eram poucas e a conversa era muita. E assim, acabámos por nos perder na zona industrial.
E foi ali que a encontrei. Trepava por uma rede metálica á beira da estrada.
Por aqui, ninguém lhe conhece o nome, nem os hábitos. Mas que importa?
Foi bom perder-me.

Lo trovata, perché mi sono persa.
Domenica, abbiamo camminato con altri fra boschi e prati d' Isola. Ma le indicazione erano poche e le chiacchiere troppe. Così, siamo arrivati in zona industriale.
E li lo incontrata. Saliva in una rete metallica lungo una strada.
Qui, nessuno le conosce il nome, né i abiti.
é stato buono perdermi.

22.9.06

Di Anna

componibili
Anna Castelli Ferrieri , 1920 - 2006
Componibili 1969, Kartell (ainda em produção)

"Quando se escolhe de dedicar-se ao projecto, é preciso saber que comporta uma enorme responsabilidade . Esta é uma das profissões mais bonitas. Para mim é a profissão mais bonita. Mas digamos que é uma profissão de luxo, porque tu podes escolher. Enfim, é uma profissão que está no escolher. Naturalmente o escolher dá também muito sofrimento, porque para cada coisa que escolhes, abdicas de outras. Ás vezes escolhes as outras alternativas. Mas no âmbito do teu problema que tens de resolver, tu és livre de escolher. E exactamente porque és livre, tens uma responsabilidade enorme. Não há nada de menos livre que a liberdade."

"Quando desenho uma coisa, procuro desenhar uma coisa que não seja espalhafatosa. Não sei como dizer. Que não se perceba sequer que existe. Está ali, porque me serve, gosto dela. Fico com ela. É isto que, na minha opinião, é o máximo. Porque este objecto, que comprei, que gostei, vem para a minha casa no meio de outros objectos que tenho e faz parte da minha família, da minha paisagem. E não tenho nenhuma vontade de o trocar."

"Fiz esta mesa muito simples, que foi uma grande novidade, porque nunca se tinha feito uma mesa daquelas dimensões (cm 80x80) estampada, porque parecia impossível fazê-lo. Eu porém tinha estudado por muito tempo esta mesa a pedido da Kartell e apresentei o projecto que foi aprovado. Só que custava mais do que o previsto. E eu, quando o aprovaram disse "sei que não fiz aquilo que me pedistes e nao gosto de deixar um problema por resolver. Quero estudar de novo esta mesa." E, ao estudá-la, percebi que a única maneira de estar dentro do orçamento era fazer o tampo estampado por injecção. E eles começaram a dizer que era impossível. Mas depois foi possível.
Isto implicou uma grande investigação e estudos prévios. Depois foram feitos os moldes; e começou a produção da mesa. Quando fizemos a primeira peça com tudo pronto, experimentámos, se não erro, com 23 diferentes misturas de material, até encontrar a melhor que deixava a mesa perfeitamente lisa. Isto mostra-lhe a minha emoção, porque se não tivesse andado bem eu teria gasto centenas de milhões para nada. Ou seja, a responsabilidade é muito grande nesta operações, porque o investimento da industria é muito grande. Mas se a industria não investe o design nunca se faz."

Excertos de uma entervista à RAI.
(a tradução é minha)

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Di Vico

eclisse
Vico Magistretti, 1920 - 2006
Eclisse 1965, Artemide (ainda em produção)

"O detalhe nasce sozinho. Por exemplo quando fiz a Eclisse recordo-me que estava na Piazza Conciliazione quando da Artemide me disseram: "arquitecto, todos têm camas, porque é que não fazemos um candeeiro?" Eu sai, apannhei o metro e desenhei não o candeeiro, que nunca o desenhei realmente, mas o conceito. É um conceito que vem de Victor Hugo, de Jean Valjean, o ladrão famoso. É a lanterna cega dos ladrões."

" Um dos conceitos formadores do meu, mas também do trabalho de outros, é expresso muito bem num provérbio inglês que diz" look at usual fence with unusual eye", que quer dizer: olha as coisas comuns, normais, com um olho não normal, com olho atento, porque por detrás há sempre qualquer coisa. Na coisa mais comum, um bilhete do autocarro ou um pedal de bicicleta, há sempre qualquer coisa por detrás, não deves olhá-lo con indiferença, deves tentar perceber o que está por detrás."

"Uma pessoa quando sai e vê numa loja um candeeiro e vê nesse candeeiro alguma coisa que provavelmente já tinha na cabeça e diz "olha, tão simples, podia ser eu a fazê-lo" e compra-o, nessa altura aquele objecto pertence à sua vida porque ele escolheu-o e pagou-o, levou-o para casa, pô-lo nalgum sitio e utilizou-o. Então, eu que desenhei esse candeeiro entrei na sua vida muito mais do que na casa onde ele mora."

Excertos de uma entervista à RAI.
(a tradução é minha)

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15.9.06

Pelas estradas de Veneza


Di Luca Meneguzzo

11.9.06

Lição de flash

Estou novamente a trabalhar em flash. Mas ainda preciso de algumas lições. Como esta...

Sto lavorando di nuovo su flash. Ma ho ancora bisogno di alcune lezione. Come questa...


"Animator vs. Animation" de Alan Becker

Aqui vê-se melhor, fazendo o download.

Qui si vede meglio, facendo download.

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Over Time

aqui / qui

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8.9.06

Biennale de Venezia 06

Pouca arquitectura, muita cidade.
Alias, é esse o tema centrale desta bienal.

De bom, trouxe :

Olivo Barbieri

Robert&Shana

Chema Madoz

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